A verdade sobre a Copa do Mundo de 1978

Um dos maiores e mais complicados mistérios que atormenta a nação brasileira tem a ver com o futebol. Até hoje torcedores se perguntam o que aconteceu de verdade na Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina. Possivelmente um dos torneios mais bizarros dos quais a Seleção Brasileira foi protagonista.

Como se sabe, a situação na Argentina era muito ruim. Havia uma feroz ditadura em ação. A Copa do Mundo, então, passou a ser uma “compensação” para o que povo passava. A Seleção Brasileira foi à Argentina comandada por Cláudio Coutinho, que depois de perder a competição disse – em frase antológica – que Brasil era o “campeão moral” da Copa.

Mas a verdade é que a Copa do Mundo de 1978 entrou para a história como um enorme “ponto de interrogação”, causado pelos estranhos acontecimentos que marcaram a competição. O torneio contou com 16 equipes, divididos em quatro grupos de quatro. Os favoritos eram a Alemanha Ocidental (campeã em 1974), a Holanda (vice), a própria Argentina e o Brasil.

O Brasil se classificou de forma dramática. Empatou os dois primeiros jogos: 1 a 1 com a Suécia e 0 a 0 com a Espanha. Somente no terceiro jogo, com a Áustria, o Brasil desencantou e venceu por 1 a 0, gol de Roberto Dinamite.

Mas os problemas da Seleção Brasileira já começaram na estréia. O time comandado por Cláudio Coutinho passou por uma situação inusitada e altamente suspeita. A equipe empatava com a Suécia em 1 a 1, e o jogo estava acabando. Porém, houve um escanteio para o Brasil. Era o último lance do jogo. Nelinho cobra e Zico cabeceia com perfeição para o fundo das redes. Gol da vitória? Negativo. O juiz não validou o gol, alegando ter apitado o fim da partida logo após a cobrança de Nelinho quando a bola ainda estava no ar!!

O time casa, a Argentina, também se classificou aos trancos e barrancos. Foi derrotada na primeira fase pela Itália por 1 a 0. Nos outros jogos, vitórias suadas: 2 a 1 na Hungria e na forte França. A Argentina foi em frente na base da raça e da superação, pois não mostrou em nenhum momento um futebol consistente.

Com a combinação de resultados, o Brasil caiu no mesmo grupo de Argentina, Peru e Polônia na fase semifinal. Apenas uma equipe iria para a final e Brasil e Argentina chegaram à última rodada em condições iguais. Ambos estrearam com vitória (Brasil 3 a 0 Peru, Argentina 2 a 0 Polônia), e empataram entre si em uma partida violentíssima.

A rodada decisiva indicaria o finalista. O Brasil jogaria antes, e o time de Cláudio Coutinho fez 3 a 1 nos poloneses. Com isso, restava aos anfitriões a obrigação de fazer 4 a 0 nos peruanos. Um resultado, no mínimo, difícil.

Mas não foi o que aconteceu. O time do Peru literalmente abriu mão do direito de jogar e passeou em campo dando à Argentina uma vitória por inacreditáveis 6 a 0! Um placar mais do que suficiente para os portenhos irem à final da Copa no lugar do Brasil. A partida sempre foi colocada sob suspeita pela equipe brasileira. A seleção argentina de Mario Kempes e Ubaldo Fillol, César Luis Menotti, seguiu em frente e foi campeã. O Brasil disputou terceiro lugar contra a Itália e ganhou por 2 a 1 com um golaço de Nelinho.

O mistério sobre Copa do Mundo de 1978 continuaria sem solução até que uma entrevista bombástica, concedida pelo centro-avante Reinaldo – titular da Seleção Brasileira e maior ídolo da história do Atlético Mineiro -, ao programa Fantástico da Rede Globo mudou tudo.

Antes da Copa, Reinaldo tinha feito declarações em que defendia a volta da democracia. Vale lembrar que o Brasil estava em plena ditadura militar. Quando chegou a hora de embarcar para a Copa do Mundo na Argentina, o ídolo da torcida teve uma surpresa.

Reinaldo teve um encontro com o presidente, o general Ernesto Geisel, no Palácio de Piratini, na despedida da seleção, rumo à Copa do Mundo, na Argentina. Geisel foi direto ao ponto e comentou com o jogador: “Você joga bola, não fale de política, deixa de a gente resolve a política”.

Tem mais. Reinaldo costumava comemorar seus gols com um pulo mantendo o punho erguido no ar. Vale notar que, naquela Copa do Mundo, a comissão técnica era uma comissão militar. O diretor da CBD, na época, André Richer, aconselhou ao jogador a não fazer esse gesto. Para Richer se tratava de um gesto revolucionário, um gesto político, um gesto de socialismo.

Reinaldo desobedeceu a ordem. Ao marcar o primeiro gol do Brasil na Copa do Mundo no jogo contra a Suécia fez um gesto político: o pulo com o o punho erguido no ar. Inclusive, atletas americanos tinham feito um gesto parecido nas olimpíadas do México, para chamar a atenção do mundo para o racismo. A comemoração provocou um tremendo mal-estar na Comissão Técnica. Reinaldo terminou perdendo a vaga de  titular da seleção para Roberto Dinamite.

A situação fica ainda mais inacreditável quando Reinaldo revelou que recebeu na concentração da Seleção Brasileira na Argentina, um envelope anônimo que trazia um conteúdo explosivo. Era um relatório denunciando a colaboração entre as regimes militares da América do Sul na perseguição a adversários políticos, a chamada “Operação Condor”.

O documento levantava suspeitas, até hoje não confirmadas, sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, que tinha morrido num acidente de carro na Via Dutra, no dia 22 de agosto de 1976. De volta ao Brasil, Reinaldo entregou o documento ao cantor e compositor da MPB Gonzaguinha, que combatia o regime militar. Gonzaguinha morreu em 1991, num acidente automobilístico. A família não sabe que destino ele deu ao documento.

Com tantas coisas estranhas acontecendo fica fácil perceber que a Copa do Mundo de 1978 não passou de uma imensa, incrível e espetacular conspiração que provavelmente teve a colaboração de todos os regimes militares da América do Sul! Finalmente é possível entender o que aconteceu na derrota do time do Peru para a Argentina por 6 a 0. Sim, a ZeroZen foi à luta e seguiu as pistas reveladas por Reinaldo. O resultado foi uma trama maligna, diabólica e cruel.

O grande responsável pela derrota do Peru por 6 a 0 para a Argentina foi o governo brasileiro. Sim! Antes que o alucinado Zeronauta passa a acreditar que Maradona é melhor do que Pelé, é preciso explicar o que realmente aconteceu.

O fato é que a Seleção Brasileira tinha tudo para ganhar a Copa de 78. Era o disparado melhor time da competição. Mas foi derrotado pelo regime militar. Não interessava à ditadura a vitória de uma seleção tão subversiva. Por isso, os militares ofereceram um bicho-extra para que o Peru perdesse a partida! Possivelmente com o apoio do próprio Peru, que também era uma ditadura.

Com o resultado, a Seleção foi derrotada e voltou taciturna e cabisbaixa para casa. Os militares continuaram no poder sem serem incomodados. Justamente por saber da conspiração, o técnico Coutinho declarou o Brasil campeão moral do torneio.

Fofox Murder

Considerações finais 1 – O que aconteceu aconteceu com o documento entregue a Gonzaguinha pelo centro-avante Reinaldo?

2 – Os jogadores da seleção peruana negaram várias vezes – de forma enfática – terem recebido qualquer dinheiro da seleção argentina. Bem… eles não estavam mentindo…

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